Finalizada a impressão, chega a hora do toque final ao produto. Momento de aplicar os refiles, as dobras e arrematar com vernizes, faca especial e por que não um relevo, hot stamping ou até mesmo um aroma? A escolha do acabamento ideal para cada material é um trabalho de parceria entre criação e produção gráfica, mas que requer a análise de diferentes variáveis, que vão do conhecimento profundo sobre cada tipo de acabamento ao estudo do mercado consumidor do produto.
Acabamento e o público final
Cada acabamento usa uma tecnologia e possui um custo diferente. Alguns, como o verniz que muda de cor com o calor (termocrômico), são mais sofisticados e também mais caros que o tradicional verniz usado em materiais chapados.
Para escolher o acabamento, além de se levar em consideração o que o cliente pretende com o material, também não se pode deixar de lado os requisitos mínimos de qualidade de cada peça: “em um material chapado, é impossível não usar algum tipo de laminação ou verniz; se não usarmos, fica cheio de marcas de dedo e, além disso, ao sofrer um vinco, a fibra do papel quebra. Cada projeto pede um toque especial, seja um verniz de reserva, uma laminação brilho, um hot stamping, uma faquinha especial, talvez um pantone, um papel diferenciado”, ressalta a produtora gráfica Ariane Padilha, da Dreams Arquitetura de Ideias. Cabe ao produtor mostrar ao cliente o que fica melhor para cada projeto em específico.
Na opinião da produtora, usar um material mais sofisticado se justifica quando o mercado consumidor também vê valor nisso: “indico (os acabamentos mais sofisticados) para um material diferenciado, como press kits para jornalistas, gifts corporativos para presidentes de grandes empresas, box de DVDs edição especial, entre outros. Aí vale a pena gastar, para se obter um material bem bacana. Já para utilizar em grandes quantidades, temos de analisar o público-alvo, como em uma revista de arte na qual o consumidor paga pelo acabamento, não importando tanto o preço. Seria inviável utilizar tantos acabamentos para uma revista periódica popular, pois diferentemente do outro consumidor, nesta eles pagam pela notícia”.
Tendências de acabamentos
Já com o avanço da indústria e da tecnologia, algumas ferramentas ficaram mais acessíveis às marcas. E quanto mais inovador o material usado, mais ele conversa com seu público. Exemplos bastante criativos são a impressão em diferentes materiais, como acetato ou até parafina, ou o emprego de tinta fluorescente, como a usada na campanha contra a pedofilia, da agência Euro RSCG Brasil, com o slogan “você pode não ver, mas pode estar acontecendo”.

Para anunciar o lançamento do Peugeot Quiksilver 207, a agência Loducca criou um anúncio impresso em parafina, encartado numa revista voltada para o público ligado ao surf. O anúncio poderia ser destacado, amassado e aplicado como parafina nas pranchas. Confira em:
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